A herança das Feministas

Em 07/jan/2010 por Eliane Martins
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Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, às vezes fica um pouco difícil não deixar a peteca cair e ser mulher acaba se tornando mais difícil. Temos que estar lindas e ao mesmo tempo em que nós temos que cuidar de uma casa inteira, temos que ter uma carreira impecável.

peso-fo-feminismoNão sobra tempo, não sobra dinheiro, não sobra paciência. Arcamos com tudo, desde a responsabilidade até a merenda escolar das crianças. Ser mulher parece ter ficado mais fácil, mas pelo contrário: hoje em dia temos mais dificuldades do que as mulheres de antigamente. Deve ser por isso que antes se casava mais e separava-se menos.

Às vezes a cabeça vai explodir. Sexo frágil é aquele que quebra, com certeza não é feminino. Uma mulher irritada consegue mudar o humor de todo um departamento. Como lidar com esse estresse da vida moderna e herdar sem traumas essa herança das feministas? Aliás, nem sei mais se valeu tanta a pena essa briga por igualdade sexual, parece que saímos perdendo porque aumentaram as responsabilidades, diminuiu o tempo e outras coisas que vale a pena lembrar, como, por exemplo, que muitas mulheres lutaram, lutaram, lutaram e hoje somos vistas como objetos, antes éramos bibelôs que tinham que ser protegidos, agora somos apetrechos de cartaz de cerveja.

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Certa vez uma marca famosa de cerveja perguntou “o que você ver em comercial de cerveja?” e deu as opções: “bichos, mulheres e outro que não me lembro” viramos uma “coisa”, repare que não tinha a opção homens, cadê a igualdade? Isso é ruim, porque o que vêem lá no cartaznão é a mulher guerreira, que trabalha, cuida dos filhos, que luta. Não que as modelos não sejam este tipo de mulher, pois são, mas os homens quando as vêem não enxergam o que realmente são: mulheres. Sabem que são do gênero feminino, o que é uma grande diferença. Com certeza não foi por isso que as feministas lutaram anos atrás.

Hoje quero convocar todas as mulheres do planeta para nos unirmos e power-woman-graphicmostrarmos o que é ser mulher, por lutarmos pela feminilidade e não pelo feminismo. Quem não gosta de uma gentileza? Igualdade, sim! Mas na hora do pagamento, na hora de votar, na hora de ter direitos, mas na hora de mostrarmos quem somos, queremos ser vistas como mulheres que merecem admiração, flores e atenção!

Temos que lutar por um mundo mais feminino, não um mundo mais feministas!

E tenho dito!

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10 Comentários

  • imagino como deve ser dificil, ser mulher nos dias de hoje.

    Leandro em 7 janeiro, 2010 as 16:14
  • Ainda bem que vocês estão conseguindo achar seus espaços na sociedade. Chega de tanto machismos..

    A mulher veio pra “mandar”, pra revolucionar o nosso dia a dia.

    Abraços..

    Blog do Jeco em 7 janeiro, 2010 as 16:23
  • As mulheres buscam seu espaço na sociedade e , no entanto, são desvalorizadas pelo própio feminismo.
    Òtimo textoo.;D

    Ayala em 7 janeiro, 2010 as 16:30
  • otimo otimo

    Leandro em 7 janeiro, 2010 as 16:58
  • AMEI O BLOG!
    Concordo quando você fala que deixamos de ser “Bibelôs”, e chego até a dizer que fomos vulgarizadas. Boa parte da culpa é no geral nossa, porque as mulheres confundiram a definição de “Direitos iguais”. A mulher de verdade com toda certeza não é a da publicidade de carros ou cerveja, talvez não seja a de comercial algum, as mulheres de verdade são aquelas que estão lutando pela educação de seus filhos, pelo pão de cada dia, que ocupam os cargos antes exclusivos a homens.

    Gêsa K. em 7 janeiro, 2010 as 17:03
  • - Por um mundi mais feminino!
    adoreyy memso ;**

    lahliima em 7 janeiro, 2010 as 22:11
  • Interessante…
    Isto pode ser até tema pra discussão na sociologia…

    Giovani em 14 janeiro, 2010 as 16:59
  • O MACHISMO SUBLIMINAR DA NOVELA “ VIVER A VIDA”
    (Fonte: ADEM)

    Quando pensamos em arte, pensamos logo em ficção e já fica subentendido que a vida real é uma outra coisa. Seria! Se estivéssemos vivendo em um país desenvolvido, culto e de primeiro mundo, mas no Brasil, onde milhões de telespectadores são praticamente “educados” pela televisão, a história é outra. Vida e arte se misturam e a TV vai ditando os padrões de comportamento ou regras de conduta para crianças, adolescentes e também para pessoas ignorantes, desprovidas de educação moral, religiosa e de senso crítico.

    Repare na ideologia machista da novela VIVER A VIDA. O que significa aquele bando de mulheres desocupadas em volta da piscina, disputando quem tem o menor Q.I.? E a paparicação das modelos ao garanhão com crise da meia idade? Sem falar que José Mayer está mais para vovozinho, dando comida para os pombos na pracinha, do que para o galã da novela das oito. Toda essa opressão ideológica é fruto de uma alienação cultural machista e patriarcal.

    E não, minha amiga, o machismo não nasceu na Igreja da sua avozinha nem é fruto do casamento dos seus pais. Pelo contrário, Jesus Cristo foi o primeiro feminista de toda a história da humanidade, o único herói que teve coragem de dizer “não” a toda aquela putaria que imperava na cultura poligâmica do judaísmo, posteriormente, criticada também por São Paulo, que abominou as orgias da Grécia Antiga. Há “feministas” modernas que negam a monogamia e acham natural dividir o marido com um harém, mas nem vamos entrar no mérito da questão pois aí também o assunto é outro.

    A realidade é que o verdadeiro pai do machismo e da cultura patriarcalista se chama “Discurso”, e o seu berço são os veículos de comunicação de massa, a arbitrariedade da mídia e, principalmente, a ideologia machista das telenovelas brasileiras, as quais são exportadas para o exterior e representam a imagem do Brasil no mundo. Infelizmente, as feministas ainda não se deram conta de que as causas da opressão feminina estão todas relacionadas à linguagem.

    A propósito, minha vida não vai mudar em nada se o Lula der permi$$ão para a instalação de clínica$ de aborto no país inteiro. Minha vida não vai mudar em nada se os gays e as lésbicas conseguirem o direito ao casamento. A sociedade não vai mudar em nada, enquanto as causas feministas estiverem voltadas para assuntos secundários. O que precisa ser combatida, de fato, é a linguagem que prevalece em nossa cultura varonil, pois enquanto aceitarmos conviver com mensagens subliminares machistas, o mundo patriarcalista continuará sempre o mesmo.

    Impossível a uma mulher pensante não se sentir oprimida diante do discurso subliminar da mídia, a comecar pela vulgarização da mulher nos comerciais de cerveja, nas novelas e no show de bundas que refletem o Carnaval brasileiro: o verdadeiro massacre da dignidade feminina e humana. Afinal, onde estão as deputadas e políticas desse país, que não enxergam essa aberração nem questionam a cultura nacional?

    Enquanto Manoel Carlos (que não é nenhum esteta da palavra e não entende nada de arte) transfere para suas personagens todas as sacanagens que gostaria de viver na vida real, milhões e milhões de telecpectadoras domésticas, que jamais tiveram o prazer de ler um livro, vão convivendo durante meses e meses intermináveis com a podridão ideológica das telenovelas globais, e passam a achar um fato normal o abandono, as traições do marido, a deslealdade e a destruição de seus lares.

    Repare na fórmula clássica do enredo da novela VIVER A VIDA: Marcos, marido de Helena, é o “comedor” de donzelas frágeis e indefesas. Ele deixou sua linda companheira Tereza, a típica imagem do lar, a representação calorosa e amorosa da figura materna, pois ela já estava ficando “velha” demais para ele (embora ambos tenham a mesma idade). E o “fodedor” disse mais, declarou ao amigo que reencontrou a moça “bobinha” que conheceu em Búzios, exibindo então a sua canalhice como se fosse um troféu. E observe que esse personagem não representa o vilão, mas sim o “galã” da história. Eis o ponto crítico!

    Manoel Carlos, o autor dessa novela esdrúxula, está sendo bombardeado pelas feministas. Ele respondeu que vai mudar o enredo e criar um par para Tereza, a esposa abandonada. Mas faça ele o que fizer, as figuras femininas dessa novela são todas fúteis, alienadas e desprovidas de intelectualidade. E as heroínas, “Dora” e “Helena”, estão mais para putas oprimidas ou vilãs da história do que para ícones femininos.

    Pergunta às mulheres inteligentes: Quem já viu uma novela global que exalte os valores e as qualidades de uma mulher velha, de cabelos brancos? Quem já viu uma senhora de meia idade sendo disputada por jovens lindos e esbeltos? Quem acha que o cabelo grisalho de uma mulher é um charme? Quem já viu ou consegue imaginar uma mulher idosa, enrugada, seduzindo rapazes, como um evento natural, que expresse a beleza da maturidade (ou melhor idade) feminina? Impossível, pois esse é um direito exclusivo dos homens, que comandam a política e sustentam a supremacia do discurso varonil que vigora nos veículos de manipulação de massa.

    Evidente que José Mayer pode ser o galã-geriátrico do horário nobre da televisão brasileira, pois quem escreve a novela é um outro velho gagá, viciado em Viagra. Acontece que quem assiste a esses lixos culturais são as donas de casa, muitas delas sem estudo, sem formação, sem juízo crítico, sem patrimônio, sem renda ou profissão, e com muitos tanques de roupas, cuecas e fraldas para lavar… Que auto-estima resiste a tanto silicone, a tanta futilidade e à coisificação explícita da figura feminina? Esse é o mundo machista que queremos para nossas filhas?

    O mais irônico de tudo isso é que nós, mulheres, atingimos a maturidade sexual depois dos quarenta anos, justamente a idade que os homens começam a perder a energia e sua virilidade vai entrando em declínio. E quando entramos na idade da Loba, nunca ficamos impotentes nem precisamos tomar Viagra. Nós não sabemos o que é brochar nem ficar careca. Juventude? Hoje vemos mulheres de 60 anos que oferecem seus corpos para gerar bebês de filhas estéreis. Quem disse que a natureza feminina é frágil? Frágeis, minha amiga, são os perus decadentes, que vão perdendo suas funções.

    Nada como mudar de perspectiva, para ver a outra face de um mesmo fato.
    Beijos a todas!

    MACHISMO SUBLIMINAR NAS NOVELAS em 6 fevereiro, 2010 as 12:36
  • LEIAM O COMENTÁRIO NO BLOG DO PE. ALUÍSIO SOBRE:

    MENSAGENS SUBLIMINARES NA MÍDIA:

    http://blog.cancaonova.com/padrealuisio/2007/04/18/ancora-da-alma/

    COMENTEM!

    ABRAÇOS AFROS!

    Silvia Afro em 6 fevereiro, 2010 as 15:06
  • Eliane,
    muito bom seu artigo. Concordo plenamente com suas palavras. As mulheres que levantaram a bandeira do feminismo devem ter pensado que as coisas ficariam melhores para nós, mas veja o que aconteceu, ficaram piores. Continuamos tendo as obrigações que tinhamos e agora muito mais… E a questão é, até que ponto vale a pena tanto trabalho, não é mesmo? Sendo que não nos sobra tempo para sermos mulheres, no real sentido da palavra. Aquela que cuida e zela pela família e consequentemente pelo futuro de nossa sociedade. É uma grande pena que valores tão essenciais como esses, tenham sido deixados de lado…
    Estou contigo!
    Beijos!!!

    Pâmi em 20 julho, 2010 as 10:53

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